sábado, 11 de abril de 2009


Fala-me, anjo de luz! és glorioso

À minha vista na janela à noite,

Como divino alado mensageiro

Ao ebrioso olhar dos froixos

olhos Do homem que se ajoelha para vê-lo,

Quando resvala em preguiçosas nuvens

Ou navega no seio do ar da noite.

Romeu Ai! Quando de noite, sozinha à janela,

Co'a face na mão te vejo ao luar,

Por que, suspirando, tu sonhas donzela?

A noite vai bela, E a vista desmaia

Ao longe na praia Do mar! Por quem essa lágrima

orvalha-te os dedos, Como água da chuva cheiroso jasmim?

Na cisma que anjinho te conta segredos?

Que pálidos medos? Suave morena, Acaso tens pena De mim?

Donzela sombria, na brisa não sentes A dor que um suspiro

em meus lábios tremeu? E a noite, que inspira no seio

dos entes Os sonhos ardentes,

Não diz-te que a voz Que fala-te a sós Sou eu?

Acorda! Não durmas da cisma no véu! Amemos,

vivamos, que amor é sonhar! Um beijo,

donzela! Não ouves? No céu A brisa gemeu...

As vagas murmuram... As folhas sussurram: Ama